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23 de abril de 2014

Cinantrop








Tens planos para o fim de semana? 


Nos próximos dias 24, 25 e 26 de abril, realiza-se no Teatro Miguel Franco, a segunda edição do Cinantrop, festival internacional de cinema etnográfico de Portugal.
     Este festival visa o fortalecimento de relações culturais entre os povos e o estabelecer das diferentes nacionalidades que se fazem sentir em Portugal. Os filmes a ser apresentados serão portanto de temáticas maioritariamente antropológicas, com foco em diferentes locais e respetivos povos e modos de vida. 
     Associado a este festival está também um grande nome da cidade de Leiria, António Campos, realizador leiriense. Assim, para destacar a importância da sua obra e a forma como marcou a região, foi criado um troféu com o seu nome. 
     O preço de entrada é de 3.20€,  com desconto de um euro para estudantes. 

Aqui fica a nossa sugestão.



Artur Correia dos Reis

20 de abril de 2014

Leiria Film Fest







O Cinema está mais vivo do que nunca em Leiria! 


Foi no passado dia 22 de março que decorreu no teatro Miguel Franco o Leiria Film Fest, festival dedicado à 7ª arte, mais precisamente ao formato Curta Metragem, organizado e impulsionado pelos nossos conterrâneos Bruno Carnide e Cátia Biscaia. Desde as pequenas grandes curtas Leirienses até às mais elaboradas produções internacionais, várias foram as temáticas e pontos de vista que passaram pelo grande ecrã ao longo da tarde.
     O festival abriu as portas ao público cinéfilo com um pequeno debate entre Bruno Carnide e Álvaro Romão, ambos realizadores e membros do juri, que nos mostraram os seus pontos de vista em relação ao panorama geral do cinema em Portugal, por sinal preocupante e tristemente negligenciado. De seguida iniciaram-se as quatro sessões competitivas. Ao longo de quatro horas passaram pela tela, 16 curtas metragens, cada uma com uma história diferente para contar, um alerta para dar ou com o simples intuito de pôr o público a dar fortes gargalhadas. 
     Findadas as sessões competitivas procedeu-se a uma pausa para jantar, seguida da cerimónia de entrega de prémios. Mais tarde, o público foi convidado a juntar-se aos realizadores num ambiente de convivio no Praça Caffèe, onde Álvaro Romão nos presenteou com um dj set. A noite acabou no espaço Beat Club, onde aos sábados reinam as sonoridades mais alternativas, naquela que foi uma noite dedicada ao cinema.

Na distinção dos prémios, distinguimos a curta vencedora do Public Award, "Chico Malha", uma inteligente sátira ao mundo rural português, onde nos é apresentado um universo alternativo, em que o jogo da Malha tem tanta importância como o futebol. Através de uma série de entrevistas às personagens típicas das terriolas portuguesas, ficamos a conhecer o percurso do grande craque Chico Malha, uma espécie de Cristiano Ronaldo do jogo da malha. Durante a apresentação desta curta metragem portuguesa ninguém ficou indiferente e foram notórias as gargalhadas que se sentiram ecoar pela sala. Foi portanto bem merecido este Public Award. 

Por fim, e porque se o que é nacional é bom, o que é leiriense ainda é melhor, destacamos o trabalho de Joana Bartolomeu, que concorreu com a curta de animação "M", contando a história de uma gota de água que acorda perdida e sozinha num mundo desconhecido. Bem conseguida e original, valeu à jovem realizadora o prémio de Melhor Curta Metragem Leiriense.


Artur Correia dos Reis, 12ºL





19 de abril de 2014

José e Pilar (2010)




Das mãos do realizador português Miguel Gonçalves Mendes chega-nos um documentário intimista que retrata a vida privada do escritor português José Saramago e da sua mulher, Pilar del Rio.


"José e Pilar"  mostra-nos o constante vai e vem de José Saramago, em viagens de avião por este mundo fora, a sua luta contra os problemas de saúde cada vez mais recorrentes e o seu esforço por acabar uma das últimas obras que nos deixou, "A Viagem do Elefante". 
    Toca a alma do espectador quando deixa trespassar pelo ecrã o dia-a-dia de um homem cansado, mas nem por isso menos lutador, e da sua mulher, verdadeira guerreira e pedra basilar do escritor, particularmente nesta fase final da sua vida. O que de mais extraordinário tem este filme, é que, apesar da intrusão de uma câmara nas suas vidas, os protagonistas não se deixam afectar pela mesma, levando o dia-a-dia normalmente, quase como se não estivessem acompanhados. Assim Miguel Gonçalves Mendes concebe um quadro realista, fluido e sincero da vida de duas fortes personalidades da cultura Ibérica, sem recurso a sentimentalismos forçados ou ao  mise en scène que muitas vezes nos habituamos a ver no formato documentário.
     Neste registo, encontramos uma oportunidade de conhecer melhor um génio da literatura portuguesa, a sua rotina atribulada e perceber o amor genuíno que nutria pela sua companheira de vida. Mais do que realizar um documentário, Miguel Gonçalves Mendes compõe um bonito retrato da vida pessoal de uma das maiores mentes do século XX.



Artur Correia dos Reis, 12ºL